Angola prepara-se para atingir auto-suficiência na produção de algodão em 2027

O Governo vai potencializar a indústria têxtil e a produção de algodão em grande escala para que o país atinja a auto-suficiência até 2027.

O compromisso foi declarado nesta quarta-feira, 8 de Novembro, em Luanda, pelo ministro de Estado da Coordenação Económica, José de Lima Massano, no final de uma reunião com a Associação da Indústria Têxtil e de Confecções de Angola.

José de Lima Massano congratulou-se pelo facto de, no segundo trimestre deste ano, os produtos nacionais terem sido mais comercializados que os importados, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração do Grupo ALCAAL- Textang II, Jorge Amaral, também afirmou que o grande objectivo é estabelecer a auto-suficiência do algodão produzido em Angola.

“Já estamos a fazer experiências de algodão na Baixa do Cassanje, de maneira que vamos começar, de imediato, a plantar e, paulatinamente, ir fazendo áreas com muito maior escala para conseguir este objectivo dos 30 mil hectares”, sublinhou.

Por sua vez, o presidente da Associação da Industria Têxtil e de Confecções de Angola, Luís Contreiras, disse que a reunião serviu para informar sobre a realidade e enumerar algumas possíveis soluções para alavancar o sector até 2027, por forma a gerar acima dos 20 mil postos de trabalho e chegar a 400 milhões de peças produzidas anualmente.

Luís Contreiras avançou, igualmente, que nos próximos meses a associação irá assinar um memorando de entendimento com o Ministério da Agricultura e Florestas para o lançamento da produção do algodão no país, a fim de criar capacidade de potenciar a produção do algodão até ao tecido.

O país conta com três fabricas verticalizadas do algodão ao tecido nas províncias de Luanda, Cuanza Norte e Benguela, mais de 500 micro-fábricas e mais de 95 fábricas de  pequeno, médio e grande porte, com capacidades para suprir as necessidades de uniformes  profissionais.

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